A contratação de serviços terceirizados, como coleta de lixo, cuidado com o asfalto, limpeza de praça e capinação, pode pesar mais no orçamento das prefeituras. Tema foi discutido em reunião de frentes parlamentares, em Brasília (DF)
À medida que avança na Câmara dos Deputados a proposta de votação sobre a redução da escala de trabalho 6×1, cresce a preocupação em diversos segmentos, inclusive na gestão pública, como nas prefeituras. Se houver mudança, com redução de dias e carga horária, a preocupação é com o custo de serviços terceirizados e a falta de orçamento para arcar com as despesas decorrentes de mais contratações para manter serviços.
Ocorre que os municípios não têm mais recurso, o orçamento já foi votado e esta medida provocará impacto profundo nas cidades, acarretando ainda mais responsabilidade para a gestão municipal.
Os prefeitos debatem a necessidade da a realização de estudo de avaliação de impacto para subsidiar a tomada de decisão sobre o tema. Ocorre que em muitos municípios possuem muitos serviços que são terceirizados, como a coleta de lixo, cuidado com o asfalto, limpeza de praça, capinações, ou seja, são serviços que vão ser impactados, com certeza, por essa mudança.
Nesse cenário trará consequência na folha de pagamento das prefeituras. Ao longo dos anos o governo vem passando uma sobrecarga para os municípios sem mandar a compensação financeira devida para a realização de serviços básicos.
Este tema merece a atenção uma das maiores preocupações é a falta de tempo para aprofundar os estudos e debater a mudança da escala de trabalho 6×1 em um ano de eleições. Para muitos deputados a redução é uma proposta eleitoreira, apontando direções para a melhoria da produtividade no Brasil. Os setores produtivos defendem que um caminho de ganho de produtividade para o brasileiro é um caminho de capacitação, é um caminho de digitalização, é um caminho de melhoria no processo de contratação da infraestrutura do país e um caminho de desburocratização, e não a redução da jornada de trabalho.





