Em 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 2,3% na comparação com 2024, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira, 3/03. A Agropecuária se destacou mais uma vez, com avanço setorial de 11,7%. Os Serviços, que na metodologia do IBGE englobam o comércio, cresceram 1,8% e a Indústria, 1,4%.
Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 12,7 trilhões em 2025, sendo R$ 11 trilhões do Valor Adicionado a preços básicos e R$ 1,8 trilhão de Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios.
O PIB per capita chegou a R$ 59.687,49, com avanço real de 1,9% frente ao ano anterior. A taxa de investimento em 2025 foi de 16,8% do PIB, contra 16,9% em 2024. A taxa de poupança, por sua vez, ficou em 14,4% em 2025, ante 14,1% em 2024.
Setores
Na agricultura, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE), várias culturas registraram crescimento de produção em 2025, com destaque para o milho (23,6%) e a soja (14,6%), que alcançaram produções recordes na série histórica.
Na Indústria, o destaque positivo foi a Indústria Extrativa (8,6%) devido ao crescimento da extração de petróleo e gás. A Construção cresceu 0,5%.
Todas as atividades dos Serviços cresceram: Informação e comunicação (6,5%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,9%), Transporte, armazenagem e correio (2,1%), Outras atividades de serviços (2,0%), Atividades imobiliárias (2,0%), Comércio (1,1%) e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,5%).
Despesas
Pela ótica da despesa, segundo o IBGE, houve crescimento de 2,9% da Formação Bruta de Capital Fixo, explicado pelo acréscimo da importação de bens de capital, desenvolvimento de software, além da alta na Construção, que compensaram a queda na produção interna de bens de capital.
O Consumo das Famílias cresceu 1,3% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 8,1 trilhões, puxado, segundo o IBGE, pela melhora no mercado de trabalho, pelo aumento do crédito e pelos programas governamentais de transferência de renda.
Entretanto, esta taxa representa uma desaceleração em relação ao crescimento de 2024 (5,1%) devido, principalmente, aos efeitos adversos da política monetária contracionista, diz o Instituto.
O Consumo do Governo, por sua vez, cresceu 2,1%, chegando a R$ 2,4 trilhões.
Setor externo
No setor externo, houve altas tanto nas Exportações de Bens e Serviços (6,2%) quanto nas Importações de Bens e Serviços (4,5%).
Na pauta de exportações, os destaques foram: extração de petróleo; veículos automotores; agropecuária.
Nas importações, destacam-se: outros equipamentos de transportes; máquinas e equipamentos; produtos químicos.





