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Mais Nietzsche em nossas vidas

No século XIX a ciência avançava, a racionalidade ganhava espaço e o homem moderno passava a questionar o que antes ele aceitava como sagrado. O desaparecimento da fé e a queda das certezas fez levantar uma questão central: ” O que acontece quando uma sociedade perde a crença em Deus, mas ainda depende moralmente dessa crença?”.
Nietzsche filósofo alemão dessa época observou que essa perda de sentido e vazio existencial, mais a busca desesperada de novas fés levaram os indivíduos preferirem a submissão à liberdade, as pessoas em vez de criarem seus próprios valores entregam suas consciências a líderes, instituições e doutrinas que prometem segurança e salvação, a obediência torna-se confortável porque livra o indivíduo da responsabilidade de pensar e decidir por si mesmo.
A crítica do filósofo parece atual em uma época marcada por crises econômicas , insegurança social e excesso de informação; cresce o número de pessoas que buscam respostas prontas em figuras religiosas, políticas ou ideológicas, a submissão a esses líderes parece oferecer segurança emocional e alívio diante das dificuldades da vida.
Em vez de enfrentar liberdade e suas responsabilidades o indivíduo busca proteção em doutrinas prontas, a devoção ultrapassa a dimensão espiritual e assume características de dependência psicológica como líderes políticos que se transformam em salvadores enquanto influenciadores digitais são tratados como autoridades absolutas e ideologias são tratadas com fervor.
Como Nietzsche não ignorava que o ser humano necessitava de um sentido, ele percebeu que a religião anulava a capacidade crítica e transformava a fraqueza em virtude. O indivíduo prefere obedecer, aceitar o sofrimento para ter uma recompensa no céu. Essa ” necessidade de tutela”, ou seja , esse desejo de ser guiado por uma verdade externa em vez de criar seus próprios valores, é o que o filósofo chamou de “moral do escravo”.
Essa perda de autoridade absoluta da religião tradicional no mundo moderno levou Nietzsche ao seu famoso aforismo “Deus está morto”, tal frase além de ser uma provocação tornou-se uma descrição do comportamento vazio de lideranças religiosas e outros que delas se valem a locupletarem-se de ilícitos e quando são flagrados mentem descaradamente.
É por isso que não devemos duvidar de quem toma banho com detergente ou mesmo o ingere, eles se sentem felizes por terem a moral do escravo.