O que os moradores de Batatais gostariam de contar para as gerações do futuro? A resposta começou a ser guardada oficialmente no último domingo (31), quando foi realizado o lacre da Cápsula do Tempo instalada ao lado da Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus da Cana Verde.
A iniciativa reúne objetos, documentos e símbolos da vida contemporânea que permanecerão preservados durante um século. A abertura está prevista apenas para o ano de 2126, quando os cidadãos do século XXII poderão conhecer um pouco da realidade vivida pela população batataense em 2026.
A cerimônia ocorreu durante a Missa de Consagração de Batatais a Nossa Senhora e foi conduzida pelo reitor do Santuário, padre Pedro Ricardo Bartolomeu. O momento reuniu fiéis e moradores em uma celebração marcada pela espiritualidade e pelo compromisso de preservar a história local.

Entre os materiais guardados estão sementes de milho, arroz e feijão, um aparelho celular, rádio portátil, livros, um álbum da Copa do Mundo de 2026 e os terços utilizados pelos participantes das orações realizadas em torno da Matriz durante o mês de maio.
Outro destaque é uma carta preparada especialmente para os moradores do futuro. O documento reúne informações sobre os costumes, a economia, a política, a cultura e os avanços tecnológicos da atualidade, funcionando como um retrato da sociedade brasileira neste início de século. Recursos como QR Code e tecnologia NFC também foram incorporados ao material para ampliar as possibilidades de acesso às informações pelas futuras gerações.
Segundo o padre Pedro Ricardo, a escolha do mês de maio para o encerramento da cápsula possui forte significado histórico para Batatais. A data faz referência à conclusão das obras da primeira Igreja Matriz da cidade, ocorrida em 19 de maio de 1838, além de marcar os 188 anos da bênção e reconhecimento oficial do templo.
Nos próximos dias, a estrutura receberá acabamento em mármore preto e será complementada por uma imagem do Senhor Bom Jesus da Cana Verde, padroeiro de Batatais. A peça foi restaurada pelo próprio sacerdote e ficará como símbolo permanente do monumento.
Mais do que guardar objetos, a cápsula representa um testemunho da identidade, da fé e da história da cidade, deixando para o futuro uma mensagem sobre quem foram e como viveram os batataenses do ano de 2026.






