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Copa reacende memórias: Batatais teve três representantes na história dos Mundiais

Enquanto o Brasil volta a sonhar com o hexacampeonato na Copa do Mundo de 2026, Batatais relembra personagens que escreveram capítulos importantes na trajetória do futebol brasileiro nos gramados do mundo.

Com a emoção da Copa do Mundo de 2026 tomando conta dos torcedores, Batatais tem motivos de sobra para celebrar sua ligação com a maior competição do planeta. Muito antes da atual geração vestir a camisa amarela, filhos da cidade já ajudavam a construir a história do futebol brasileiro em Mundiais.
O exemplo mais recente dessa memória foi a emocionante homenagem prestada, neste ano, ao ex-zagueiro José Guilherme Baldocchi, campeão mundial com a Seleção Brasileira em 1970. Antes do clássico entre Flamengo e Fluminense, no Estádio do Maracanã, Baldocchi foi reverenciado ao lado de outros integrantes da lendária equipe tricampeã do México, recebendo uma miniatura simbólica da Taça do Mundo das mãos do presidente da FIFA.

José Guilherme Baldocchi

Nascido em Batatais, Baldocchi iniciou sua trajetória no Batatais Futebol Clube, passou pelo Botafogo de Ribeirão Preto e se consagrou no Palmeiras, onde se tornou um dos grandes zagueiros de sua geração. Embora não tenha entrado em campo na campanha do tricampeonato, integrou o elenco da Seleção de 1970, considerada por muitos especialistas como a melhor equipe da história do futebol mundial.
Mas a relação de Batatais com as Copas do Mundo começou muito antes.

Dois batataenses na histórica Copa de 1938
Na Copa do Mundo realizada na França, em 1938, a cidade teve o feito extraordinário de contar com dois representantes na Seleção Brasileira, algo raro até mesmo para grandes centros do futebol nacional.
Um deles era José dos Santos Lopes, o lendário Zeca Lopes. Nascido em Batatais, iniciou a carreira no Batatais Futebol Clube antes de se transferir para o Corinthians, onde conquistou quatro títulos paulistas. Convocado pelo técnico Adhemar Pimenta, Zeca participou da campanha brasileira que terminou com o terceiro lugar — o melhor resultado do país em Copas até então. Atuando como atacante, disputou todas as partidas do Brasil naquele Mundial, tornando-se um dos primeiros jogadores do Corinthians a defender a Seleção em uma Copa do Mundo.

José dos Santos Lopes,
o lendário Zeca Lopes

Após encerrar a carreira, retornou à cidade natal, onde se destacou também como empreendedor da construção civil, tornando-se figura muito conhecida e querida entre os batataenses.
Ao seu lado estava outro personagem histórico: o goleiro Algisto Lorenzato Domingos, eternizado pelo apelido de “Batatais”, em referência à cidade onde nasceu.
Considerado um dos maiores goleiros de sua época, Batatais iniciou a trajetória no clube local, passou pelo Comercial, Portuguesa e Palmeiras, mas foi no Fluminense que construiu uma carreira brilhante. Defendeu o clube carioca por mais de uma década, conquistando diversos títulos estaduais e ganhando apelidos como “Arqueiro das Mil Mãos” e “Muralha da China”. Na Copa de 1938, atuou em duas partidas da campanha brasileira que culminou no terceiro lugar histórico.

O goleiro Algisto Lorenzato Domingos,
eternizado pelo apelido de “Batatais”

Uma cidade pequena, uma história gigante
Poucos municípios brasileiros podem afirmar que tiveram representantes em diferentes gerações da Seleção Brasileira em Copas do Mundo. Batatais pode.
De Zeca Lopes e Batatais, protagonistas do inesquecível Mundial de 1938, até José Guilherme Baldocchi, integrante da gloriosa seleção tricampeã de 1970, a cidade deixou sua marca na principal competição do futebol mundial.
Em tempos de Copa, quando milhões de brasileiros voltam a vestir a camisa verde e amarela e renovar seus sonhos, recordar essas trajetórias é também reconhecer a contribuição de Batatais para a história do esporte nacional.
Mais do que nomes nos livros e estatísticas, eles representam talento, dedicação e o orgulho de uma cidade que, mesmo longe dos grandes centros, ajudou a construir a paixão brasileira pelo futebol.
Enquanto o país sonha com novas conquistas em 2026, Batatais celebra seus eternos campeões — homens que provaram que o interior paulista também pode ser protagonista nos maiores palcos do mundo.