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Mobilização de caçambeiros surte efeito e empresa flexibiliza regras na ATT de Batatais

A mobilização de empresários do setor de caçambas e trabalhadores autônomos que atuam com o descarte de resíduos em Batatais começou a apresentar resultados. Após semanas de reclamações sobre as novas regras implantadas na Área de Transbordo e Triagem (ATT), uma flexibilização anunciada pela empresa responsável pela administração do espaço trouxe alívio ao setor.
A discussão teve início após a publicação do Decreto Municipal nº 4.781, que estabeleceu limites para o descarte gratuito de resíduos custeados pelo município. A medida passou a impor cotas mensais e transferir aos geradores dos resíduos os custos excedentes, o que, segundo os profissionais da área, elevou significativamente os custos operacionais e poderia impactar diretamente o bolso da população.
Diante da insatisfação, empresários e autônomos se mobilizaram, promoveram reuniões e buscaram diálogo com a administração da ATT. O assunto foi acompanhado pelo vereador Major Bonfim, que atualiza a população sobre as negociações: “Eu acho que já é uma grande vitória. Recebi a informação agora de um caçambeiro que fizeram uma reunião com o proprietário da ATT. Eu queria até parabenizar o administrador responsável por ter recebido esse pessoal. Isso demonstra um pouco de consideração com o próximo”, afirmou. Segundo o vereador, a empresa reduziu os valores praticados para o descarte de alguns materiais, diminuindo os impactos financeiros sobre o setor. De acordo com as informações repassadas a ele, o descarte de determinados resíduos passou a ter os seguintes custos aproximados:
Resíduos diversos: descarte de cerca de R$ 150, além do valor da caçamba;
Rejeitos e móveis: o descarte, que anteriormente gerava maior impacto financeiro, passou a custar aproximadamente R$ 240, somados aos R$ 150 da caçamba, totalizando cerca de R$ 390;
Entulho misturado com resíduos verdes: o descarte ficou em torno de R$ 300, acrescidos dos R$ 200 da caçamba, chegando a aproximadamente R$ 500.
Major Bonfim destacou que a redução representa apenas um primeiro passo e que novas negociações devem ocorrer. “Eu queria agradecer por já ter tido essa reunião, por ter ouvido o pessoal que representa a população. Segundo o pessoal, ele vai fazer uma nova reunião para melhorar mais ainda para a população batataense”, disse.
Apesar de considerar o avanço positivo, o vereador defendeu que o debate continue e inclua também os custos suportados pelo próprio poder público. “Eu venho aqui agora pedir para que também seja incluído nesses valores o que a Prefeitura paga. Porque a Prefeitura acaba pagando esse valor e também está super alto para a gente pagar com o dinheiro público.”

Debate continua
Apesar da flexibilização anunciada, empresários afirmam que o assunto ainda não está encerrado. O setor defende novas adequações para garantir a viabilidade econômica das atividades e evitar aumentos nos custos repassados aos consumidores.