A Usina Batatais está prestes a consolidar mais um importante passo em sua estratégia de expansão. A empresa confirmou, por meio de documentos protocolados no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a intenção de adquirir canaviais pertencentes ao Grupo Bazan, incluindo áreas que anteriormente integravam a Usina Santa Elisa, paralisada pela Raízen em julho deste ano.
A operação, tornada pública após publicação no Diário Oficial da União em dezembro, envolve a criação de uma nova sociedade pela Bazan, para onde serão transferidos os ativos rurais, que posteriormente serão adquiridos pela Usina Batatais. O negócio também inclui contratos relacionados ao cultivo e fornecimento de cana-de-açúcar vinculados a aquisições anteriores feitas pela Bazan, inclusive aqueles associados à desativação da Santa Elisa.
Embora os valores financeiros da transação não tenham sido divulgados, o movimento é considerado estratégico para o fortalecimento da cadeia produtiva da Usina Batatais, ampliando sua capacidade de cultivo e garantindo maior estabilidade no fornecimento de matéria-prima.
Impacto econômico e concorrencial
Nos documentos enviados ao Cade, as empresas argumentam que a operação não gera riscos concorrenciais relevantes, uma vez que a participação de mercado da Batatais permanece abaixo de 10% tanto na produção de cana quanto nos mercados nacionais de açúcar e etanol.
Segundo o texto da notificação, para a Usina Batatais, a negociação “representa uma oportunidade de expansão da sua capacidade de cultivo e aquisição de cana-de-açúcar”. Já para a Bazan, o acordo é visto como uma forma de “obter retorno financeiro sobre investimentos realizados e otimizar as operações de suas usinas”, que estão localizadas em Pontal, no interior paulista.
Reflexos para Batatais e região
A operação reforça o protagonismo da Usina Batatais no cenário sucroenergético regional e nacional, fortalecendo a economia local, gerando maior previsibilidade de produção e estimulando a cadeia de empregos diretos e indiretos ligada ao setor.
O processo segue agora em análise pelos órgãos reguladores, etapa necessária para a consolidação definitiva da transação.





