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Thriller, 40 anos!

Em 30 de novembro de 1982, com sua mistura revolucionária de rock, pop, rhythm ‘n’ blues, e muito suingue, era lançado o álbum ” Thriller ” de Michael Jackson que quebrou barreiras e abriu uma nova era na música pop mundial. Quatro décadas depois, com mais de 100 milhões de cópias vendidas pelo mundo (o mais vendido da história), continua sendo uma referência e influenciando grandes artistas da música. Com ele, Michael Jackson ganhou um recorde de oito prêmios Grammy no 26º Grammy Awards, incluindo Álbum do Ano, e tornou o “Rei do Pop”.
O disco estourou no Brasil no início de 1983, quando a música “Billie Jean” alcançou o número 1 das paradas das rádios tupiniquins, e seu videoclipe começou a passar nos canais de TV. Devemos lembrar que na época os discos eram de vinil (e também em formato fita K-7), e a divulgação dos trabalhos musicais eram basicamente feitos pelas rádios. Internet, download, streaming não existia nem no cinema…
Mas nos Estados Unidos, a MTV (Music Television), um canal que só passava videoclipes e havia entrado no ar em 1981, estava crescendo rapidamente, e conquistando um público que cada vez mais procurava não somente o disco, mas também o videoclipe do seu artista favorito. E Michael Jackson já havia percebido isso. Traçou uma estratégia que consistia não somente na execução do álbum nas rádios, mas na criação e uso de videoclipes como ferramentas promocionais; os vídeos de “Billie Jean”, “Beat It” e “Thriller” são até hoje, alguns dos mais executados na história da MTV americana.
Além da lendária meticulosidade de Michael Jackson, muito da magia de “Thriller” se deve à produção de Quincy Jones, que já havia trabalhado com Jackson em “Off The Wall”, seu álbum anterior de 1979. Michael e Quincy foram certeiros. Primeiro, cravaram uma parceria com nada menos que Paul McCartney, e garantiram o primeiro grande sucesso do álbum, a balada “The girl is mine”, e espertamente ganharam os fãs dos Beatles e do rock clássico. “Beat it” surgiu após um pedido de Quincy, que queria um rock no disco. Michael escreveu a música e gravou a demo, e o produtor convidou o guitarrista Eddie Van Halen para gravar o solo. Pronto, nascia um clássico do pop, com um dos melhores e mais conhecidos solos de guitarra da história. O álbum ainda trazia as ótimas “Human nature”, “Wanna be startin’ something”, “PYT”, e, é claro, “Thriller”, um capítulo à parte.
O single de “Thriller” foi lançado em novembro de 1983, mas foi seu videoclipe, que saiu um mês depois que impulsionou ainda mais o álbum, que já era naquela ocasião, o mais vendido do mundo. O vídeo, que era praticamente um curta-metragem, custou 1 milhão de dólares, uma quantia sem precedentes para um videoclipe na época. Com alusões a filmes de terror da “série B”, narração tétrica de Vincent Price, e uma coreografia que continua inspirando criadores ao redor do mundo foi dirigido pelo diretor de cinema John Landis, que havia filmado dois anos antes o filme “Um Lobisomem Americano em Londres”. O resultado foi uma joia visual de 14 minutos que abriu as portas para uma colaboração até então desconhecida entre música e vídeo.
“Thriller” é sem dúvida um dos meus álbuns preferidos, com uma memória afetiva muito forte, e que me influencia até hoje. Definitivamente dele veio um dos estímulos que me fizeram cantar numa banda especializada em música dos anos 80, a Retrorockers 80, na ativa há mais de 8 anos. E lógico: com o genial Michael Jackson no nosso repertório, sempre!