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Projeto Liberte-se completa dois anos e inicia nova fase em novo local em Batatais

Iniciativa de acolhimento emocional idealizada por Sissa de Paula passa a atender no antigo prédio do Sesi, atual Centro Cultural Prof. Sérgio Laurato

Criado a partir de uma vivência pessoal profunda e movido pelo propósito de promover acolhimento, libertação emocional e transformação de vidas, o Projeto Liberte-se completa dois anos de atuação em Batatais e inicia uma nova fase em novo local de atendimento.
A partir deste mês, as atividades passam a acontecer no antigo prédio do Sesi, onde atualmente funciona o Centro Cultural Prof. Sérgio Laurato, localizado na Praça Barão do Rio Branco, no centro da cidade. O telefone para informações complementares é o (16) 99121-8463.
A iniciativa tem se consolidado como um importante espaço de escuta, cuidado e reconstrução emocional, atendendo pessoas a partir dos 12 anos de idade, sempre com respeito à individualidade e ao tempo de cada participante. Em entrevista ao Jornal da Cidade, a idealizadora do projeto, a locutora apresentadora Sissa de Paula, fala sobre a origem do Liberte-se, os impactos percebidos ao longo desses dois anos e os planos para o futuro.

Sissa de Paula

JC – Como surgiu o Projeto Liberte-se e que experiência pessoal ou social motivou a criação dessa iniciativa em Batatais?
Sissa de Paula – O Projeto Liberte-se nasceu a partir de uma experiência pessoal muito profunda. Em um momento da minha vida, precisei fazer terapia e vivi, na prática, o quanto esse processo é capaz de libertar, restaurar e transformar a vida de maneira verdadeira e duradoura. A partir disso, surgiu o desejo de levar essa experiência para outras pessoas, especialmente para Batatais. Coloquei esse sonho em oração e, em pouco tempo, o projeto foi estruturado com o apoio de seis terapeutas que abraçaram essa missão comigo.

JC – Ao completar dois anos de atuação, quais transformações você percebe nas pessoas que passaram pelo projeto e o que mais te marcou nesse período?
Sissa de Paula – As transformações são muito profundas e únicas. Vemos pessoas que passaram a se respeitar mais, desenvolver amor-próprio, romper ciclos de dor e fazer escolhas mais conscientes. O que mais me marcou é entender que não existe transformação pequena. Cada passo dado, cada despertar de consciência, representa uma vitória muito grande.

JC – O Liberte-se inicia agora uma nova fase no antigo prédio do SESI. O que muda na prática com essa nova sede?
Sissa de Paula – Essa nova fase traz um sentimento de pertencimento. Ter um espaço próprio fortalece a identidade do projeto e amplia o acolhimento. O trabalho segue com a mesma essência, mas agora em um ambiente maior, mais estruturado, bem localizado e que transmite mais segurança. Isso também abre possibilidades de crescimento e melhorias futuras.

JC – Quais são hoje as principais situações de dor emocional que chegam até o projeto e como o acolhimento é desenvolvido?
Sissa de Paula – As dores são muito diversas, porque cada pessoa carrega sua própria história. Muitas estão ligadas à criança emocional e a experiências que deixaram marcas profundas. Também chegam situações de dependência e sofrimento emocional. Tudo é acolhido sem julgamentos. O trabalho começa pela escuta e segue com um processo de ressignificação, fortalecimento emocional e reconstrução, sempre respeitando o tempo de cada pessoa.

JC – Quem pode participar do Projeto Liberte-se e como buscar apoio?
Sissa de Paula – O projeto é aberto a homens e mulheres a partir de 12 anos de idade. Qualquer pessoa que sinta a necessidade de acolhimento ou queira iniciar um processo de autoconhecimento pode participar. Não é necessário inscrição prévia. Os encontros acontecem todas as terças-feiras, no antigo prédio do SESI, em Batatais.

JC – Quais são os próximos passos e sonhos para o futuro do Projeto Liberte-se?
Sissa de Paula – O sonho é que o projeto seja cada vez mais conhecido e alcance mais pessoas. Queremos ampliar a rede de colaboradores, contar com mais profissionais e, futuramente, criar um espaço específico para crianças. Tornar o Liberte-se mais acessível, presente e atuante na comunidade é um objetivo contínuo.