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Palavra Livre da Câmara de Batatais é marcada por balanço do Carnaval e pautas estruturais

A sessão ordinária da Câmara Municipal de Batatais realizada na quinta-feira, 19 de fevereiro, teve como principal pauta na Palavra Livre o balanço do Carnaval 2026, além de discussões sobre funcionalismo público, concessão dos serviços de água e esgoto, saúde na zona rural, causa animal e apoio às entidades sociais.
A vereadora Dalvânia Borges abriu as manifestações parabenizando as escolas de samba pelo espetáculo apresentado na avenida, destacando o empenho das agremiações e das comunidades envolvidas na construção do desfile.
O vereador Gustavo “Mumu” também trouxe o Carnaval como tema central, cumprimentando o diretor de Turismo, José Paulo Fernandes, e a secretária de Cultura e Turismo, Paula Machado, pela organização do evento. Ele aproveitou para pedir ao prefeito que ouça as demandas dos servidores municipais, ressaltando que ainda não houve definição sobre o reajuste salarial do funcionalismo.
Reginaldo de Oliveira (Sabará) defendeu que o Carnaval de Batatais avance no reconhecimento como patrimônio imaterial do município, reforçando a importância histórica e cultural da festa para a identidade local.
Gustavo Domingos Rastelli parabenizou a organização e destacou o espaço destinado às entidades sociais no camarote, com acessibilidade e bom atendimento, apontando a iniciativa como exemplo de inclusão e responsabilidade social.
Roberto Luís Cardoso Tofeti (Beto Tofeti) abordou os sistemas de segurança, a participação de artistas e blocos e sugeriu a revisão do trajeto do bloco Só Mais Um, defendendo que o cortejo siga até o Sambódromo “Carlos Henrique Cândido Alves”. Ele fez ainda um cumprimento especial à escola Acadêmicos do Samba.
O vereador Major Monfim apresentou imagens de viaturas destinadas à futura Guarda Municipal de São Joaquim da Barra, mesmo antes da formalização da corporação naquele município, defendendo que Batatais una forças para fortalecer sua própria guarda. Ele também criticou o processo de concessão dos serviços de água em andamento na cidade.
O presidente da Câmara, Eduardo Ricci, parabenizou o bloco Só Mais Um e cobrou uma reestruturação da proposta para que o evento possa evoluir ainda mais. Também elogiou as escolas de samba e o prefeito Juninho Gaspar pela realização do Carnaval. Em outro ponto, agradeceu o repasse de R$ 100 mil em ração para a ONG Novo Caminho, viabilizado por emendas, além de citar outras ações voltadas à causa animal.
Júlio do Sindicato Rural relatou que tem recebido pedidos da população sobre terrenos baldios abandonados. Anunciou ainda uma ação de prevenção ao câncer de pele na zona rural, promovida pelo Sindicato Rural, e informou que cerca de 450 propriedades serão atendidas pelo Programa de Saúde do Senar, com telemedicina nas áreas clínica e psicológica, podendo incluir pediatria. Segundo ele, 15 técnicas de enfermagem irão diretamente às propriedades.
André Luís da Silva (André Calçados) ressaltou a importância do Carnaval para Batatais como estância turística, citando personagens e membros da escola Acadêmicos do Samba. Sobre terrenos abandonados, defendeu o aumento das punições e afirmou que a administração municipal está atuando nessa frente. Também comentou reunião na APAE para tratar do impacto de cortes de recursos estaduais às entidades, comprometendo-se a lutar pela reversão.
Matheus Gabriel Teodoro da Silva (Matheus do Chama Viva) parabenizou a organização do Carnaval e das escolas de samba, destacando o fomento à economia local. Ele também abordou o projeto de concessão da água e ressaltou a importância de a população participar e esclarecer dúvidas.
Marcela Cordeiro Gaspar elogiou a Secretaria de Cultura e Turismo e a produção das escolas de samba, dando destaque ao protocolo “Não é Não” durante o Carnaval. Citou ainda a atuação da OAB em ações de apoio às mulheres no período festivo.
Andresa da Silva Furini parabenizou a Acadêmicos do Samba pelo título e todas as agremiações. Ela mencionou que foi necessária a cobrança para que os pagamentos às escolas fossem efetuados pelo poder público. Criticou a não liberação de coolers nas arquibancadas do sambódromo, argumentando que, se houve permissão no bloco, deveria haver tratamento semelhante no desfile oficial. Também pediu a mesma atenção do poder público tanto ao bloco quanto ao Carnaval das escolas de samba.
A sessão evidenciou que, mesmo após o encerramento da festa, o Carnaval seguiu como tema central no debate político local, ao lado de pautas estruturais como valorização do funcionalismo, saúde no campo, concessão de serviços públicos e fortalecimento das entidades sociais.