
Quando vários acontecimentos se alinham dentro e fora dos gramados de futebol em torno de um personagem, cria-se a sensação de que algo maior está por vir.
Refiro-me a Neymar e o Santos Futebol Clube, essa é uma parceria que parece ir além do futebol envolvendo poder político financeiro, marca, infraestrutura, legado etc.
Com histórico de contusões confirmado por onde passou, o craque volta para o clube que o revelou com a missão de não apenas jogar futebol, mas reorganizar um clube que entrou em profunda crise esportiva e financeira.
Assim como na mitologia quando o jovem herói parte para conquistar o mundo, mas retorna quando sabe que sua cidade está ameaçada, assim foi com Neymar quando viu que o Santos todo confuso administrativamente e financeiramente, ameaçado pelo rebaixamento, voltou para jogar mesmo lesionado (jogou, marcou e decidiu) lembrou o arquétipo do herói, seja com Ulisses em sua volta a Ítaca ou o valoroso Aquiles quando volta à guerra para salvar o reino em perigo.
Fora do campo os sinais são ainda mais reveladores, seu pai que é estrategista nos negócios de futebol, intermediador de patrocínios e gestor da imagem do filho começa investir na Vila Belmiro, apresenta projeto e estudos preliminares para fazer uma arena em Praia Grande, compra a marca Pelé por R$ 95 milhões, capta investimentos, fala em modernização da infraestrutura do Santos… enfim Neymar é um projeto empresarial, um ativo esportivo, financeiro e emocional do clube, nenhuma decisão estratégica é tomada sem o seu entorno.
Neymar parece ter o toque de Midas, tudo que toca vira ouro, no futebol quando ele está, bilheterias, visibilidade, patrocínios é tudo maior quando ele atua, o Santos passou a orbitar em torno de sua figura e do projeto esportivo ao redor dele, essa dependência trará consequências.
Quem ganha e quem perde com elas, só o Santos e Neymar poderão dizer, o torcedor nada tem a falar e apenas se contentar com a frase de Nelson Rodrigues: “das coisas desimportantes o futebol é a mais importante”, válida apenas para o torcedor, para os empresários o negócio é de bilhões.





