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Inflação de fevereiro foi a maior para o mês em 22 anos

A inflação oficial de fevereiro foi de 1,31%, a maior para o mês desde 2003. Com o resultado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou a acumular alta de 1,47% no ano e de 5,06% em 12 meses, estourando a meta estabelecida pelo Banco Central, de 3,0%, com margem de tolerância superior de 4,5%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, a maior variação foi registrada em Educação (4,70%), seguido de Habitação (4,44%), Destacam-se, também, as altas nos grupos Alimentação e bebidas (0,70%) e Transportes (0,61%). Juntos, os quatro grupos respondem por 92% do índice IPCA de fevereiro.
Educação – No grupo Educação, a maior contribuição veio dos cursos regulares (5,69%), por conta dos reajustes habitualmente praticados no início do ano letivo. As maiores variações vieram do ensino fundamental (7,51%), do ensino médio (7,27%) e da pré-escola (7,02%).
Habitação – No grupo Habitação, a energia elétrica residencial foi o subitem com o maior impacto positivo no índice (0,56 p.p.), ao avançar 16,80% em fevereiro, após a queda observada em janeiro (-14,21%), em função da incorporação do Bônus de Itaipu.
Alimentação – Em Alimentação e bebidas, a alimentação no domicílio subiu 0,79% em fevereiro, mostrando desaceleração em relação a janeiro (1,07%). Contribuíram para esse resultado as altas do ovo de galinha (15,39%) e do café moído (10,77%). No lado das quedas, destacam-se a batata-inglesa (-4,10%), o arroz (-1,61%) e o leite longa vida (-1,04%).
A alimentação fora do domicílio (0,47%) também desacelerou em relação ao mês de janeiro (0,67%), com os subitens lanche (0,66%) e refeição (0,29%) mostrando variações inferiores às observadas no mês anterior (0,94% e 0,58%, respectivamente).
Transportes – No grupo dos Transportes, o resultado foi influenciado pelo aumento nos combustíveis (2,89%): óleo diesel (4,35%), etanol (3,62%) e gasolina (2,78%). Apenas o gás veicular (-0,52%) apresentou redução.
Ainda em Transportes, o resultado do ônibus urbano (3,00%) reflete reajustes nas tarifas de diversas localidades, como em São Paulo, onde a tarifa do ônibus urbano aumentou 13,64% a partir de 06 de janeiro e a do metrô e trens, 0,97%,