/Balança comercial de Batatais até novembro de 2025: Açúcar segura superávit, mas ritmo cai 37% ante 2024

Balança comercial de Batatais até novembro de 2025: Açúcar segura superávit, mas ritmo cai 37% ante 2024

Batatais registrou de janeiro a novembro de 2025 um superávit comercial robusto de US$ 77,66 milhões, impulsionado quase inteiramente pelo açúcar. No entanto, as exportações encolheram 29% em relação a 2024, enquanto as importações subiram 31%, sinalizando um mercado externo mais seletivo e concentrado. O açúcar, com 92% da pauta exportadora, foi o pilar, mas oscilações de preço e demanda frearam o fôlego do município.

Em 2025, Batatais manteve superávit robusto, mas com fôlego menor: exportou menos e importou mais, reduzindo o saldo em relação ao mesmo período de 2024. O principal vetor dessa dinâmica foi a concentração das vendas externas em um único produto, que sofreu variações de preço e demanda ao longo do ano.

Comparação com 2024: queda acentuada no saldo

Os números até novembro revelam uma retração geral. Veja o panorama:

Indicador 2025 (US$ milhões) 2024 (US$ milhões) Variação
Exportação 99,83 140,80 -29% (-41 mi)
Importação 22,17 16,87 +31% (+5,3 mi)
Saldo 77,66 123,93 -37% (-46,3 mi)

Apesar do saldo positivo, o encolhimento reflete a dependência do açúcar de cana, que respondeu por US$ 92,19 milhões em exportações — 92,35% do total. Produtos secundários, como soja (3,30%) e máquinas agrícolas (3,04%), ajudaram, mas não compensaram.

Ritmo mensal: picos na safra, pressão no fim do ano

As exportações seguiram a sazonalidade da colheita, com picos em junho (US$ 13,95 mi), julho (US$ 11,26 mi) e setembro (US$ 11,51 mi). Meses fracos foram março (US$ 3,37 mi) e abril (US$ 4,46 mi). Já as importações aceleraram no quarto trimestre, com outubro (US$ 4,18 mi) e novembro (US$ 3,78 mi) no topo — impulsionados pelos  insumos para indústria e agricultura.

O superávit permaneceu positivo todos os meses, mas a dinâmica sugere embarques concentrados em janelas de preço favorável.

Mercados: Ásia domina, África e Oriente Médio crescem

A demanda externa é asiática, ancorada pela China (20,37% das exportações, US$ 20,34 mi). Veja os top 10 compradores:

  • China (Ásia): US$ 20,34 mi (20,37%)
  • Índia (Ásia): US$ 14,87 mi (14,90%)
  • Bangladesh (Ásia): US$ 10,01 mi (10,03%)
  • Indonésia (Ásia): US$ 9,43 mi (9,45%)
  • Marrocos (África): US$ 7,26 mi (7,27%)
  • Argélia (África): US$ 6,55 mi (6,56%)
  • Arábia Saudita (Oriente Médio): US$ 5,03 mi (5,04%)
  • Geórgia (Ásia): US$ 3,49 mi (3,50%)
  • Malásia (Ásia): US$ 3,34 mi (3,35%)
  • Egito (África): US$ 3,16 mi (3,17%)

África e Oriente Médio ganham tração, ampliando a inserção de commodities de Batatais.

Sinais para 2026: riscos e oportunidades

A concentração nas exportações de açúcar expõe o município a preços globais, fretes e sazonalidade. A exportação de soja com 3,29%, de máquinas agrícolas com 3,04%, equipamentos para ordenhas, cosméticos, fertilizantes dá resiliência, pesam pouco.

O mercado da Ásia permanece estável e emergentes como África estão sensíveis a estoques e preços.