O Dia Mundial da Conscientização sobre o Autismo é celebrado em 2 de abril, data estabelecida em 2008 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para dar visibilidade à causa e promover mais compreensão sobre esse transtorno do desenvolvimento, que afeta cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo.
Segundo Laila Azevedo, coordenadora da saúde na Apae Batatais, durante todo o mês de abril, serão realizadas ações para ampliar o conhecimento sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), destacando a importância da inclusão, do acesso a serviços adequados e a adaptações necessárias.
Laila conta que o TEA se manifesta de diferentes formas, o que torna difícil uma definição única. “De maneira geral, é uma condição que impacta a forma como a pessoa percebe e interage com o mundo. Entre os desafios mais comuns, estão as dificuldades nas relações interpessoais. O acompanhamento psicológico busca promover autonomia, não para encaixar a pessoa em padrões normativos, mas para reduzir o sofrimento e facilitar a adaptação à rotina e às interações sociais”, afirma Laila.
Segundo o Psicólogo Gabriel, o autismo pode ser compreendido como um espectro de comportamentos definido por um conjunto de sintomas sociais e comportamentais, que variam em forma, severidade e nível de prejuízo, e que se modificam ao longo de desenvolvimento. “Por isso, algumas pessoas terão independência total, enquanto outras precisarão de suporte ao longo da vida”, explica Gabriel.
De modo geral, o objetivo central dos atendimentos psicológicos é o de promover bem-estar, fortalecer vínculos, trabalhar questões comportamentais e as habilidades sociais, respeitando as particularidades e necessidades de cada pessoa. Assim, é fundamental que o ambiente favoreça a compreensão da subjetividade, sem impor padrões.
Todas as pessoas com TEA têm capacidade de aprendizado, cada uma no seu próprio ritmo e processo. O suporte adequado desde a infância pode contribuir para a autonomia e qualidade de vida, sempre respeitando a individualidade de cada um.
Equoterapia como Recurso para Pessoas Autistas
A equoterapia é um método terapêutico que utiliza o cavalo em uma abordagem interdisciplinar, em que o movimento tridimensional do animal contribui para o desenvolvimento motor, cognitivo, sensorial e emocional da pessoa autista, fortalecendo a comunicação e a autonomia.
A fisioterapeuta Ana Laura explica que essa interação promove aprendizado motor, equilíbrio, segurança e consciência corporal. “Desde os primeiros contatos até a montaria, o vínculo com o cavalo estimula novas formas de comunicação, socialização e autoconfiança. Entre os principais benefícios estão a melhora na postura, no tônus muscular, na coordenação motora e na autoestima. Para pessoas autistas, há um impacto positivo significativo nas habilidades sociais e emocionais”, conclui Ana.
O centro de equoterapia da Apae Batatais atende x pessoas autistas atualmente.






