
Recentemente me deparei com um vídeo contando a curiosa origem da palavra “OK” e confesso: adorei a história. Aquilo ficou martelando na cabeça, fui pesquisar mais a fundo e percebi que ela dizia muito sobre comunicação, costumes e até sobre o jeito como usamos a internet hoje. O resultado dessa curiosidade é esta versão que compartilho agora com vocês — leve, curiosa e surpreendentemente atual.
OK. Pronto. Só isso. Duas letras que resolvem conversas inteiras, encerram discussões, aprovam decisões e, em alguns casos, até substituem diálogos completos. Mas o que pouca gente imagina é que essa palavra tão simples nasceu, lá atrás, como uma grande brincadeira — praticamente um meme do século XIX.
A história começa por volta de 1839, nos Estados Unidos, quando jornais de Boston passaram a publicar abreviações propositalmente erradas como uma piada interna entre leitores. Era uma moda da época: escrever expressões comuns de forma errada e depois abreviá-las. Assim, “all correct” virou “oll korrect”. O resultado? As letras mágicas: OK.
Sim, o OK nasceu como zoeira. Como meme. Como algo feito para arrancar um sorriso de quem entendia a piada.
Pouco tempo depois, a expressão ganhou ainda mais visibilidade durante a campanha presidencial de Andrew Jackson. Embora a ligação histórica seja mais folclórica do que literal, o uso do termo em slogans políticos e clubes de campanha ajudou a espalhar ainda mais o OK pelo país. E quando algo cai na boca do povo, dificilmente volta para o anonimato.
O curioso é que, ao contrário de muitos modismos da época, o OK não desapareceu. Ele atravessou gerações, tecnologias e mudanças culturais. Do telégrafo ao telefone, do papel às telas, do aperto de mão ao emoji joinha.
Hoje, é provavelmente uma das palavras mais universais do planeta. Funciona em português, inglês, francês, alemão, japonês… Em viagens, reuniões de trabalho ou situações improvisadas, um simples “OK” costuma ser suficiente para indicar que todo mundo se entendeu — ou, pelo menos, concordou em seguir em frente.
E aqui está a parte mais interessante: quase dois séculos depois, os jovens fazem exatamente a mesma coisa que aqueles leitores de jornal de Boston. Abreviam palavras, escrevem “errado de propósito” e criam códigos rápidos de comunicação nas redes sociais e nos aplicativos de mensagem. “Vc”, “pq”, “blz”, “mds”, siglas, emojis e respostas curtas seguem a mesma lógica do antigo “oll korrect”: comunicar rápido, pertencer ao grupo e, muitas vezes, brincar com a própria linguagem.
Muda a tecnologia, muda a plataforma, mas a essência continua a mesma.
Talvez seja por isso que o OK tenha sobrevivido tão bem ao tempo. Ele nasceu como um meme, evoluiu com as ferramentas e envelheceu com elegância. Em um mundo cada vez mais barulhento, cheio de textos longos e respostas imediatas, duas letras ainda dão conta do recado.
OK?





